{"id":428,"date":"2011-07-18T14:17:00","date_gmt":"2011-07-18T14:17:00","guid":{"rendered":"http:\/\/elevenconsultoria.com.br\/portal\/2011\/07\/18\/10-grandes-fracassos-tecnologicos\/"},"modified":"2011-07-18T14:17:00","modified_gmt":"2011-07-18T14:17:00","slug":"10-grandes-fracassos-tecnologicos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/elevenconsultoria.com.br\/portal\/2011\/07\/18\/10-grandes-fracassos-tecnologicos\/","title":{"rendered":"10 grandes fracassos tecnol\u00f3gicos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-X53BrYE5F0k\/TiREnyrHUAI\/AAAAAAAAADY\/vdXnhboKNKY\/s1600\/winvista.jpg\"><img decoding=\"async\" style=\"float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 259px; height: 194px;\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-X53BrYE5F0k\/TiREnyrHUAI\/AAAAAAAAADY\/vdXnhboKNKY\/s400\/winvista.jpg\" alt=\"\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5630700884528156674\" border=\"0\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-family:verdana;font-size:85%;\">Praticamente todas as grandes empresas de tecnologia t\u00eam, em sua hist\u00f3ria, produtos sobre os quais preferem n\u00e3o falar.<\/span><\/div>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">E  isso inclui companhias bem sucedidas como Apple, Google e Sony. Em cada  caso, \u00e9 poss\u00edvel identificar erros graves que transformaram boas ideias  e tecnologias inovadoras em preju\u00edzos e frustra\u00e7\u00f5es. Alguns fabricantes  erraram no pre\u00e7o, outros na maneira de vender.<\/span><span style=\"font-size:85%;\"><a href=\"http:\/\/ads.abril.com.br\/RealMedia\/ads\/click_lx.ads\/infoexame\/plantao\/1658341695\/Bottom\/AbrilDefault\/default\/empty.gif\/7352456a5a5534675a736f4142334b41\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ads.abril.com.br\/RealMedia\/ads\/adstream_lx.ads\/infoexame\/plantao\/1658341695\/Bottom\/AbrilDefault\/default\/empty.gif\/7352456a5a5534675a736f4142334b41\" alt=\"\" style=\"border:0px\" border=\"0\" height=\"1\" width=\"1\" \/><\/a>             <\/span>                        <\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Outros, ainda, n\u00e3o conseguiram fazer as  alian\u00e7as certas no mercado. Em alguns casos, o produto tinha falhas que  pareciam irrelevantes para quem o criou, mas que se mostraram  imperdo\u00e1veis para o consumidor. Veja, nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas, dez produtos  que pareciam promissores, mas que fracassaram espetacularmente.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>1 &#8211; O Google Wave virou marola<\/strong>  &#8211; 2009 a 2010 &#8211; Que tal um meio de comunica\u00e7\u00e3o capaz de substituir  e-mail, mensagens instant\u00e2neas, blogs, wikis, todas as formas de  bate-papo por texto, o Twitter e o Facebook?<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Esse produto  fenomenal ainda seria uma plataforma para jogos e outros aplicativos.  Depois dele, nada seria igual na internet e nem na vida das pessoas.  Essa era a proposta do Google Wave quando foi apresentado em maio de  2009. Convites para a fase de testes eram disputados ferozmente e at\u00e9  vendidos em sites de leil\u00e3o na web. Lars Rasmussen, o principal l\u00edder do  projeto (foto ao lado), virou uma celebridade instant\u00e2nea.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Mas  o entusiasmo durou pouco. Quando as pessoas come\u00e7aram a usar o Wave,  perceberam que era apenas um confuso sistema de chat em que todos  escreviam ao mesmo tempo e ningu\u00e9m se entendia. O Google descontinuou o  projeto pouco mais de um ano depois. O c\u00f3digo dos programas foi  transferido \u00e0 Apache Software Foundation, que o mant\u00e9m como software  livre. A esperan\u00e7a \u00e9 que algu\u00e9m encontre alguma utilidade para o que  sobrou do Wave.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>2  -O vexame do Windows Vista<\/strong>  &#8211; 2007 a 2009 &#8211; Ao lan\u00e7ar o Windows Vista, em janeiro de 2007, seis  anos depois do Windows XP, a Microsoft prometia modernizar o PC e  coloc\u00e1-lo, no m\u00ednimo, no mesmo patamar do Mac, da Apple.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">De  fato, o Vista trouxe melhoramentos bem vindos, como um sistema de busca  instant\u00e2nea abrangendo todo o computador. Mas trouxe tamb\u00e9m  incompatibilidade com muitos aplicativos. Al\u00e9m disso, era pesado demais  para a maioria dos PCs da \u00e9poca.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Demorava uma eternidade  para ser carregado quando o computador era ligado e muitos programas  rodavam nele com lentid\u00e3o. A tentativa da Microsoft de refor\u00e7ar a  seguran\u00e7a resultou em inc\u00f4modos para o usu\u00e1rio, que precisava autorizar \u2013  em alguns casos, mais de uma vez \u2013 a\u00e7\u00f5es aparentemente triviais. Ainda  assim, em 2009, o Vista era o segundo sistema operacional mais usado na  internet (o primeiro era, ainda, o Windows XP), respondendo por 18,6%  dos acessos \u00e0 rede. Logo, ele n\u00e3o foi um fracasso total de vendas. Mas  deixou usu\u00e1rios insatisfeitos e provocou um estrago consider\u00e1vel na  imagem da Microsoft.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>3 &#8211; O duelo do HD DVD<\/strong> &#8211; 2003 a 2008 &#8211; Na metade dos  anos 90, a inven\u00e7\u00e3o do laser semicondutor azul tornou poss\u00edvel gravar,  num disco com o formato do DVD, um volume de dados equivalente a um  filme em alta defini\u00e7\u00e3o.<\/span><span style=\"font-size:85%;\"><a href=\"http:\/\/ads.abril.com.br\/RealMedia\/ads\/click_lx.ads\/infoexame\/plantao\/737355184\/Bottom\/AbrilDefault\/default\/empty.gif\/7352456a5a5534675a736f4142334b41\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ads.abril.com.br\/RealMedia\/ads\/adstream_lx.ads\/infoexame\/plantao\/737355184\/Bottom\/AbrilDefault\/default\/empty.gif\/7352456a5a5534675a736f4142334b41\" alt=\"\" style=\"border:0px\" border=\"0\" height=\"1\" width=\"1\" \/><\/a>             <\/span>                        <\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Faltava algu\u00e9m criar um padr\u00e3o para isso. Em  2002, Sony, Philips e outras sete empresas uniram-se para desenvolver o  que viria a ser o Blu-ray. No mesmo ano, Toshiba, NEC, Microsoft e Intel  juntaram-se a est\u00fadios de cinema como a Warner Bros. para elaborar o HD  DVD. Produtos baseados nos dois padr\u00f5es chegaram \u00e0s lojas em 2005,  dando in\u00edcio a uma longa batalha comercial.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Para o  consumidor, n\u00e3o havia diferen\u00e7as t\u00e9cnicas importantes entre Blu-ray e  HD-DVD. Num primeiro momento, o HD DVD at\u00e9 parecia estar ganhando a  briga. Mas, em 2006, a Sony incorporou um leitor de Blu-ray ao console  para jogos PlayStation 3. Seu sucesso ajudou a impulsionar o Blu-ray.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">A  Microsoft ainda tentou oferecer um drive de HD DVD para o Xbox, mas era  tarde demais. Os est\u00fadios de cinema que apoiavam o HD DVD come\u00e7aram a  mudar de lado. Em 2007, a balan\u00e7a pendeu decisivamente para o lado do  Blu-ray. Em fevereiro de 2008, a Toshiba jogou a toalha, anunciando que  estava abandonando o HD DVD. A empresa decretava, assim, a morte do  padr\u00e3o que havia ajudado a criar.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>4 &#8211; Faltou charme ao Microsoft Zune<\/strong>  &#8211; 2006 &#8211; O sucesso do iPod e da loja de m\u00fasicas iTunes, da Apple, levou  a Microsoft a tentar trilhar o mesmo caminho com seus produtos da s\u00e9rie  Zune. Apresentado em 2006, o player multim\u00eddia tinha design elaborado e  parecia atraente do ponto de vista tecnol\u00f3gico.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Mas faltou  conquistar o lado emocional dos consumidores. At\u00e9 maio de 2008, segundo  a Microsoft, 2 milh\u00f5es de unidades foram vendidas. O n\u00famero \u00e9  insignificante perto das vendas da Apple, que j\u00e1 havia comercializado  mais de 100 milh\u00f5es de iPods quando o Zune chegou \u00e0s lojas. As vendas  ca\u00edram ainda mais com o tempo, o que levou a Microsoft a colocar o Zune  em banho-maria.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Desde 2009, quando foi lan\u00e7ado o Zune HD, nenhum modelo novo foi apresentado. A tecnologia  sobrevive nos smartphones com o Windows Phone 7, que t\u00eam acesso \u00e0 loja  online da empresa, com 11 milh\u00f5es de m\u00fasicas para download. Mesmo assim,  o fracasso do Zune virou tema de estudo frequente em cursos de MBA. \u00c9  intrigante como uma empresa com amplos recursos como a Microsoft foi  incapaz de conquistar uma posi\u00e7\u00e3o significativa nesse mercado.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>5 &#8211; Segway e a revolu\u00e7\u00e3o dos transportes<\/strong>  &#8211; 2002 &#8211; No final de 2001, o inventor americano Dean Kamen divulgou que  estava finalizando algo que iria revolucionar o transporte urbano.  Pessoas que tiveram acesso aos planos de Kamen aumentaram a expectativa  com declara\u00e7\u00f5es bomb\u00e1sticas. O investidor John Doerr disse  que seria algo mais importante que a internet. Ele previu que a empresa  Segway, que iria fabric\u00e1-lo, atingiria vendas de US$ 1 bilh\u00e3o por ano  mais rapidamente que qualquer outra na hist\u00f3ria. Jeff Bezos, o fundador  da Amazon, afirmou que \u201ccidades seriam constru\u00eddas em torno dessa  ideia\u201d.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">A Segway gastou 100 milh\u00f5es de d\u00f3lares no  desenvolvimento do produto. O patinete motorizado com duas rodas lado a  lado, apresentado em dezembro de 2001, era, de fato, inovador. Mas  encontrou uma variedade de obst\u00e1culos. Em alguns pa\u00edses, ele foi  considerado ve\u00edculo motorizado, que precisava ser licenciado e n\u00e3o podia  andar em cal\u00e7adas. Em outros, seu tr\u00e1fego em estradas foi proibido.  Al\u00e9m disso, Kamen e sua turma n\u00e3o perceberam que o patinete era caro  demais para um ve\u00edculo que a maioria das pessoas considerou sup\u00e9rfluo. O  modelo mais barato custava cerca de US$ 3.000.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Em cinco  anos, a Segway vendeu apenas 30 mil unidades. O ve\u00edculo que iria  revolucionar o mundo acabou virando transporte para guardas de seguran\u00e7a  em shopping centers.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>6 &#8211; Iridium e seus 77 sat\u00e9lites<\/strong> &#8211; 1998 &#8211; Esta \u00e9 uma  hist\u00f3ria de fracasso de propor\u00e7\u00f5es astron\u00f4micas. No final dos anos 90, a  Iridium, empresa formada sob lideran\u00e7a da Motorola, gastou 5 bilh\u00f5es de  d\u00f3lares para colocar em \u00f3rbita uma constela\u00e7\u00e3o de 77 sat\u00e9lites de  comunica\u00e7\u00e3o (o nome da empresa vem do elemento qu\u00edmico ir\u00eddio, que tem  n\u00famero at\u00f4mico 77).<\/span><span style=\"font-size:85%;\"><a href=\"http:\/\/ads.abril.com.br\/RealMedia\/ads\/click_lx.ads\/infoexame\/plantao\/746944382\/Bottom\/AbrilDefault\/default\/empty.gif\/7352456a5a5534675a736f4142334b41\" target=\"_top\" rel=\"noopener noreferrer\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ads.abril.com.br\/RealMedia\/ads\/adstream_lx.ads\/infoexame\/plantao\/746944382\/Bottom\/AbrilDefault\/default\/empty.gif\/7352456a5a5534675a736f4142334b41\" alt=\"\" style=\"border:0px\" border=\"0\" height=\"1\" width=\"1\" \/><\/a><\/span>                                     <\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">A ideia era criar uma rede de telefonia m\u00f3vel  via sat\u00e9lite com cobertura de todo o planeta, do Polo Norte ao Polo Sul.  O plano era atingir meio milh\u00e3o de assinantes j\u00e1 no ano seguinte. Mas o  telefone Iridium era grandalh\u00e3o e custava US$ 3.000 ou mais, dependendo  do modelo. Para fazer uma liga\u00e7\u00e3o, pagavam-se US$ 5 por minuto, pre\u00e7o  absurdamente alto para a maioria das pessoas.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Al\u00e9m disso,  s\u00f3 era poss\u00edvel fazer chamadas ao ar livre. Por isso, pouca gente se  interessou. A rede celular, que estava se expandindo em muitos pa\u00edses,  oferecia uma alternativa muito mais pr\u00e1tica e barata, ao menos nas \u00e1reas  urbanas.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Em agosto de 1999, menos de um ano depois de a  constela\u00e7\u00e3o de sat\u00e9lites entrar em opera\u00e7\u00e3o, a Iridium faliu. A empresa  tinha conseguido apenas 10 mil assinantes. Os sat\u00e9lites permaneceram em  \u00f3rbita, e, em 2001, passaram a ser administrados por uma nova empresa,  tamb\u00e9m chamada Iridium. Hoje, o sistema \u00e9 usado pelas for\u00e7as armadas  americanas, e tamb\u00e9m por bases de pesquisa na Ant\u00e1rtida e navios no  oceano.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>7 &#8211; O Newton prometeu. O iPhone cumpriu<\/strong>  &#8211; 1987 a 1998 &#8211; O Newton, um ancestral remoto do iPad, foi apresentado  pela Apple como um assistente pessoal digital (PDA) em 1987. Deveria  ajudar o usu\u00e1rio a organizar, armazenar e consultar informa\u00e7\u00f5es que  precisasse ter sempre \u00e0 m\u00e3o. A Apple gastou US$ 100 milh\u00f5es no  desenvolvimento do produto, que foi um fracasso comercial. O aparelho  era grandalh\u00e3o e dependia de um sistema prec\u00e1rio de reconhecimento de  escrita. A carga das baterias durava pouco e n\u00e3o havia um n\u00famero  significativo de aplicativos que pudessem ser instalados nele. S\u00e3o erros  que a Apple s\u00f3 corrigiria em 2007, ao lan\u00e7ar o iPhone, que finalmente  cumpriu (e superou) o que o Newton havia prometido duas d\u00e9cadas antes.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>8 &#8211; Steve Jobs e a NeXT<\/strong>  &#8211; 1985 a 1996 &#8211; Admirado como um dos empreendedores mais bem sucedidos  do mundo, Steve Jobs tem pelo menos um grande fracasso em seu curr\u00edculo \u2013  a NeXT. Jobs fundou a empresa em 1985, depois de sua sa\u00edda da Apple, \u00e0  qual retornaria onze anos depois.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">A NeXT deveria produzir  os computadores mais avan\u00e7ados do mundo, deixando para tr\u00e1s a Apple e os  fabricantes de PCs. A empresa lan\u00e7ou seu primeiro modelo em 1988, e  apresentou um segundo, o NeXTstation, em 1990. Neles,  rodava o inovador sistema operacional NeXTstep. Mas essas m\u00e1quinas eram  caras demais e n\u00e3o havia aplicativos para elas no mercado. Por isso,  pouca gente se interessou em compr\u00e1-las. Calcula-se que, em toda a sua  exist\u00eancia, a NeXT tenha vendido apenas 50 mil unidades, uma ninharia.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Em  1993, numa tentativa de salvar a empresa, Jobs a transformou numa  produtora de software. Ela passou a oferecer seu sistema operacional  NeXTstep numa vers\u00e3o para PC, al\u00e9m de ferramentas de desenvolvimento.  Mas o reposicionamento n\u00e3o trouxe bons resultados. No final de 1996, a  decadente NeXT foi comprada pela Apple, no acordo que levaria Jobs de  volta \u00e0 empresa que fundou. Algumas das tecnologias desenvolvidas pela  NeXT ainda sobreviveram incorporadas ao Mac OS e a outros produtos da  Apple.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>9 &#8211; Bob, a interface social da Microsoft<\/strong>  -1995 &#8211; Numa \u00e9poca em que uma parte da popula\u00e7\u00e3o ainda estranhava os  computadores, a Microsoft resolveu democratizar a tecnologia criando uma  interface gr\u00e1fica \u201csocial\u201d, o Bob. O software foi desenvolvido com base  em estudos cient\u00edficos da universidade de Stanford, na Calif\u00f3rnia.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Deveria  tornar o uso do computador bastante mais intuitivo, mas o resultado foi  t\u00e3o rid\u00edculo que virou motivo de piada; e o produto foi rapidamente  descontinuado. Quando o usu\u00e1rio ligava o PC com o Bob instalado, era  recebido por um cachorro falante, o Rover. Era, ent\u00e3o, levado \u00e0 sua  \u201csala\u201d numa casa virtual. Nela, os aplicativos eram representados por  objetos.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Clicando num deles, o programa correspondente era  ativado. Essa interface infantilizada era, na pr\u00e1tica, um tanto confusa.  E n\u00e3o adiantava apelar para o Rover, cuja intelig\u00eancia era certamente  uma vergonha para a esp\u00e9cie canina. No final, o que o Bob rendeu \u00e0  Microsoft foi um lugar garantido nas listas de piores produtos de todos  os tempos.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><strong>10  &#8211; A longa batalha do Betamax<\/strong>  &#8211; 1975 &#8211; Em maio de 1975, a Sony apresentou ao mundo o primeiro sistema  dom\u00e9stico para grava\u00e7\u00e3o de filmes em fita magn\u00e9tica, o Betamax. A  empresa japonesa parecia estar pronta para dominar esse ent\u00e3o nascente  mercado. S\u00f3 um ano e meio depois a JVC lan\u00e7ou o padr\u00e3o VHS, que ainda  tinha qualidade de imagem inferior \u00e0 do Betamax.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Mas, no  in\u00edcio, uma fita VHS armazenava duas horas de v\u00eddeo, o suficiente para  um filme de cinema, enquanto uma Betamax estava limitada a uma hora (com  o tempo, surgiriam aparelhos capazes de fazer grava\u00e7\u00f5es mais extensas).  A Sony demorou para perceber que essa era uma grande desvantagem do seu  padr\u00e3o.<\/span><\/p>\n<p  style=\"text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\">Al\u00e9m disso, diferentemente da Sony, a JVC foi  r\u00e1pida em fazer alian\u00e7as e licenciar o VHS a outros fabricantes. E a  competi\u00e7\u00e3o entre esses fabricantes tornou os aparelhos VHS mais baratos.  O resultado \u00e9 que o padr\u00e3o da Sony foi ficando para tr\u00e1s em volume de  vendas, enquanto o VHS dominava o mercado de v\u00eddeo dom\u00e9stico. A briga se  arrastou por 12 anos, at\u00e9 que, em 1988, a Sony anunciou que come\u00e7aria a  fabricar aparelhos VHS, enterrando de vez o Betamax.<\/span><\/p>\n<p  style=\" text-align: justify;font-family:verdana;\"><span style=\"font-size:85%;\"><span style=\"font-style: italic; color: rgb(153, 153, 153);font-size:78%;\" >Fonte: Info Online<\/span><br \/><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Praticamente todas as grandes empresas de tecnologia t\u00eam, em sua hist\u00f3ria, produtos sobre os quais preferem n\u00e3o falar. E isso inclui companhias bem sucedidas como Apple, Google e Sony. Em cada caso, \u00e9 poss\u00edvel identificar erros graves que transformaram boas ideias e tecnologias inovadoras em preju\u00edzos e frustra\u00e7\u00f5es. 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